Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
(Carlos Drummond de Andrade)

 

 

Tudo é passado: o amor; o ódio; a cisma;
o brilho das estrelas e a certeza de que a grama crescerá
― insolentemente.

A consciência é passado, e a vida inteira
é a arrumação mais ou menos bonita disso tudo,
desse trânsito entre os domingos de sono
e os de sexo.

Tudo o que seguramos é o ontem,
a poeira ilusória a que chamamos
riqueza & honra.

Nisso, a sabedoria do resto sobre nós.

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Leia também: CRESCER EM MAIO
Fonte da imagem: Pintura Brasileira

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