ENQUANTO FLAMENCO E NUVEM

Die Brücke von Trinquetaille – Vincent van Gogh

 

“Toda narrativa é de alguma forma tributária de um impulso melancólico, pois ao mesmo tempo que atualiza eventos do passado reafirma seu caráter por definição ‘passado’, isto é, que passou, morreu, deixou de existir e, portanto, prantéavel.” (Susana Kampff Lages in Walter Benjamin: Tradução & Melancolia, Edusp)

 

O ontem, que a cinza reverbera ao sol-mesmo e sempre novo,
renasce-me tumulto, amor e vento em cada gesto,
sem que eu possa lhe escapar com menos vida.

Qual um cardume
dança lá e cá: sua figura expande luz na luz,
                                 náusea e hortelã na manhã
                                                           nunca indolor.

O hoje, pedra fundada de ancestrais olhares,
arde-me viril flamenco, rosa & abismo,
insulto, beijo, círculo.

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Créditos da imagem: Wikimedia Commons
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