“Pode-se dizer que Alquimia dos círculos traz uma poesia vespertina, de quem viveu reincidentes naufrágios noturnos e incêndios do meio-dia e agora contempla a vacuidade gratuita da tarde, as cintilâncias minúsculas que teimam na pedra, singularizando momentos, faces re-descobertas. A presença da metalinguagem é intensa, o que constitui uma das predominantes características da autora.”

tudo é hipotético:

a abertura da concha
na curva d’água esquecida

os dias avulsos que se marcam
a nanquin ou brasa

o paradeiro do grão
e o motivo da fibra

a sorte do eco inútil
as formas e o casulo

e a causalidade do vento-vetor:
miséria da palavra
e sal transbordante
na língua

______________________________
Alquimia dos Círculos
 Beatriz Helena Ramos Amaral
Escrituras Editora
 _______________________________________

Anúncios