A LEITURA É UM CAMINHO DE HUMANIZAÇÃO

Luiz Alberto Mendes se tornou criminoso nas ruas de São Paulo. Escreveu estas memórias na prisão, onde cumpre pena por homicídio e outros crimes. Com emoção e talento, ele oferece o testemunho de seu percurso e procura compreender a violência, o encarceramento e a dor. Até os seis anos, Luiz Alberto era um santo para a mãe e um débil mental para o pai. Ao entrar na escola, virou um capeta. Apanhava em casa, tinha medo do pai e um amor desmedido pela mãe. Fugiu pela primeira vez aos doze anos. Conheceu o sexo, as drogas e o rock’n’roll, começou a furtar dos pais, tornou-se punguista e ladrão, esteve nas Febem da época, passou a assaltar e matou um homem, tudo isso antes dos dezenove anos. Foi brutalizado e torturado sistematicamente. O escritor, no entanto, foge das explicações óbvias e da vitimização: nem as dificuldades materiais nem a brutalidade do pai servem de justificativa. Mendes afirma que um certo glamour e um certo gosto de liberdade o seduziram para o crime. Não escreveu um livro de denúncia, nem exatamente uma autobiografia. No esforço de compreender os caminhos de sua vida, transforma a matéria bruta da memória e cria uma narrativa que vale cada minuto da atenção dos leitores.

Fonte: Companhia das Letras

– Leia também: ”Presos que lerem Dostoiévski terão pena reduzida em comarca de SC”
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