A redundância cerca as palavras
e as multiplica contra a vontade
de quem as pronuncia: o som
estende o lapso ao final da frase
e o verbo – deslocado na ação –
é entronizado em verdade. Contemplo
o espectro e no desdouro das cores
reparto o sim e o não na ubiquidade
reportada ao desconsiderado.

Retiro cada palavra dos cantos
inseguros do discurso e desço
a escadaria.
                    Saio antes que acordem.
______________________________________
– Visite o blog do poeta Pedro Du Bois. Clique ”aqui”
– Acesse também: O POEMA PERDIDO NO AZUL
– Assines o nosso ”feed”
_____________________________________________

Anúncios