Na parede, o carbono assombrado
de mãos, assinaturas finais, desespero.
No chão, indigência e gordura, pedaços de tudo.
O que antes fora lugar de trabalho e quem sabe
sonho agora cheira a fumaça e horror.

Não puderam salvar-se, que as chamas
eram grandes e a segurança rota.

Era um dia bonito em Bangladesh,
                               talvez nem tanto.
E fora o derradeiro para mais de cem pessoas,
mas não para os patrões, que os negócios
                                           não podem parar.

* Poema em solidariedade às vítimas citadas nesta matéria: ”AS FOGUEIRAS DO CAPITAL CONTINUAM A MATAR”
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