“Eu gostava de ir ao cabaré. No interior, ir ao cabaré é alguma coisa de dramático porque as pessoas não vão ao cabaré. E eu ia escondido porque ficava num…. Subia uma ladeira imensa, depois descia e se chamava ‘caneco amassado’. Eram duas ruas freqüentadas somente por prostitutas, que nós chamávamos de raparigas, e teve duas coisas que me influenciaram muito a observar essa vida: uma, que matavam muitas mulheres. Eu encontrei muitas mulheres sendo sepultadas em redes. Eu vi, não me contaram. Geralmente, esfaqueadas. E o outro lado da prostituição que me atraia pra ver, pra acompanhar era observar como é que se vive daquela forma. E eu tinha essa vida interior meio marginal.”

– Raimundo Carrero, em entrevista a Edney Silvestre. Assista ”aqui”.

– Leia uma sua outra entrevista no jornal Rascunho ”aqui”.

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