Teu último eterno dia em mim* (Webston Moura)

Cabe a mim completar a história
― essa pequena história vivida por ela e por mim.
Nilto Maciel

 

Não é teu fantasma num capulho
a gestar aljôfares.
Não é um delírio que minh’alma
gane, íngreme, noutro diabolos.

É teu timbre quando me percorrem
Yardbirds, Joni Mitchell, The Who
(e os aromas de cuscuz e café
em mês viçoso de flores).

É um palimpsesto brotando infinito
de teu diário, transitando sua seiva
em meu pensamento.

É a tua imagem no carbono flácido
de teu corpo pétreo, imóvel,
que me passou qual areia entre os dedos.

Para nunca mais. Para sempre.

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* Inspirado no conto “As irreversíveis lavas do Vesúvio” de Nilto Maciel, constante de Contos Reunidos – Vol. I, Editora Bestiário, p. 42.
– O presente poema consta de uma lista de três publicados no blog Literatura sem fronteiras. Veja ”aqui”
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