É para onde fujo:
anilados sopros;
                  pólen;
fermentações de uma fronteira.

Quero, por um sem-tempo,
morar onde não possa ser visto
                                  pelo que dói.

Desejo o colorido selvagem dessas flores
(irresponsáveis ― porque livres ―),
sua exuberância pouco acima do chão,
sob todo o nu do espaço sideral.
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