A MATILHA DE SÓIS QUE PREPARAVA (Dércio Braúna)

 

O peso dos ares
em que me ergo
verga-me, ao mais
imo do osso,
a matilha de sóis
que preparava.

                       

                       Com eles, por
                       seu fogo braçal,
                       levantaria
                       uma multidão
                       imensa por sobre
                       o horizonte
                       incendiado;

com eles,
               semearia filhos nos alicerces do mundo.*
_________________________
* Verso constante de O livro dos rios – I. De rios velhos e guerrilheiros de José Luandino Vieira (Lisboa: Editorial Caminho, 2002, p. 42)
– O presente poema faz parte de Metal sem húmus

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