Meu coração
é um punhado de angústias
sob os escombros do mundo.

Nada se move
ou pulsa
no coração dos metais;
a poeira nutre seus parasitas
com os corpos dos vivos,
mas espero não tombar ainda.

Acho que sou um poeta num mundo caduco*

(E para poeta restam-me léguas:
sou antes um escrevente
de coisas sentintes)
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* Referência a Carlos Drummond de Andrade no poema Mãos Dadas
– O presente poema consta de A Selvagem Língua do Coração das Coisas

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