Que tenho aos olhos?
Traz data, origem à vista,
uma digital posta, por acaso,
                sobre alguma borda
ou superfície?

Por que penso nessas coisas
que, de longe, não me pertencem,
exceto pela magia que deitam ao espírito
                        que me instrui os sentidos?

(Vivemos entres coisas,
e lá fora o tempo passa)

Assento meu olhar por sobre
a dissimulada quietude dos objetos:
a ferrugem orgânica na casca de um besouro;
a placa que ia se perder da estação espacial;
um colar absorto em sedução, argila e luz.
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